DEFENDENDO O SERVIDOR PÚBLICO
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Nota de repúdio

Publicado em: 09/03/2020

A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP) lamenta o episódio vergonhoso protagonizado pelo governo do Estado de S. Paulo durante a aprovação da reforma da Previdência Paulista na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), no último dia 3 de março de 2020. Servidores públicos foram impedidos de entrar na sessão de votação. Um projeto de tamanha magnitude jamais poderia ser aprovado sem a participação dos trabalhadores.

Com a reforma aprovada no dia 3 (PEC 18/2019) e a aprovação no dia seguinte do Projeto de Lei Complementar (PLC 80/2019), que muda a alíquota de contribuição, servidores passarão a pagar até 16% de suas remunerações para a Previdência, dependendo da faixa salarial, como é o caso dos que recebem acima do teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Somada essa alíquota ao desconto do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que pode chegar a 27,5%, o servidor pode ter quase 50% do seu salário confiscado.

 

O servidor público mais uma vez prejudicado pela má administração de gestores, que em São Paulo foram e são, em sua maioria, do PSDB, o mesmo partido do governador João Doria. Enquanto isso, a classe política, incluindo o Legislativo, segue firme com seus altos salários, mordomias e penduricalhos. Se defendem tanto a necessidade de economia, a CNSP sugere que cortem seus próprios privilégios.

 

Antonio Tuccílio,

Presidente da CNSP