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Palavra do Presidente CNSP

Governo de São Paulo também deve pagar contribuição ao Hospital do Servidor

Publicado em: 06/05/2022

Autor: Antonio Tuccilio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos

Os servidores públicos paulistas já estão acostumados com demandas não atendidas e problemas antigos. Um exemplo: já passou a hora de fazer a sua parte em relação ao Hospital do Servidor Público, instituição de 60 anos, mantida pelo desconto de 3% em holerite do funcionalismo público estadual. Esse é o único hospital para atender ao servidor público.

O governo paulista, como empregador, deveria contribuir para a instituição, mas não o faz. Enquanto isso, o valor da contribuição do servidor sobre: foi de 2% para 3% e o cônjuge também paga, bem como agregados maiores de 21 anos. 

O problema é mais grave, uma vez que a estrutura do Hospital do Servidor está estrangulada, com atraso de consultas, falta de médicos e demais profissionais, demora no atendimento e diversos problemas. 

Em dezembro de 2021, bem próximo ao Natal, o Brasil começava a sentir os efeitos do início do pico da variante Omicron. A visão dos corredores do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo era lamentável. Pacientes no chão por falta de espaço, esperando atendimento. Muitos desistiram de passar no médico e foram para casa. É um absurdo! 

A situação ganha maiores proporções pois o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de S. Paulo (IAMSPE) não possui convênio com outros hospitais, o que afeta diretamente muitos municípios paulistas. 

O deputado estadual Mauro Bragato (PSDB) visitou a Santa Casa de Presidente Prudente e constatou a dura realidade. Agora, Bragato promete R$ 1 milhão ao governo estadual para melhorar a estrutura do hospital, que claramente precisa de recursos, porém esquece que o Estado deveria contribuir com a sua parte no Hospital do Servidor há anos.

Há mais de dez anos, a CNSP solicitou essa providencia nas audiências públicas realizadas. Algumas, inclusive, com o deputado Bragato na presidência dos trabalhos. Mas nada foi feito. Somente em uma das ocasiões, com uma emenda de deputado Edmir Chedid, conseguimos aprovar em plenário a participação do estado. Porém, o Governador em exercício, Claudio Lembo, vetou a medida.

Onde vamos parar? Temos de implorar para o governo estadual fornecer recursos para a saúde? Mas a saúde é dever do Estado.

Enquanto lutamos, o servidor público é deixado de lado pelos governantes, assim como de resto toda a população.