DEFENDENDO O SERVIDOR PÚBLICO
Redes Sociais:

Canal das Filiadas

À guisa de análise política

Publicado em: 21/01/2019

Parece-nos oportuno, a esta altura dos acontecimentos políticos em curso no País, traçar simples e rápida análise do que nos parece representar o resultado das urnas. Não se trata de aprofundar considerações políticas e sociológicas a respeito, até porque não seria este o espaço adequado, nem tenho a pretensão de reunir dados e conhecimentos exigidos no momento para fundamentar trabalho dessa natureza.

À guisa de análise política

Trata-se, na verdade, de observações pessoais ditadas por experiências individuais e pela vivência de muito da história recente do Brasil. Nesse sentido, vamos lá.

 1. O Brasil vive a maior onda política de orientação “conservadora-liberal” dos últimos 50 anos.

2. Essa onda não nos chega por meios autoritários, mas pela via democrática, o que é inédito neste último meio século. 

3. A geração com menos de 40 anos de idade nunca viu nenhum governo de direita, tenha ele sido eleito ou não; a geração entre os 50 e 60 anos só viu governos de direita não escolhidos pelo voto; a geração com mais de 70 anos de idade chegou a viver governos de direita escolhidos pelo voto, na incipiente democracia de 1946.

4) Há grande probabilidade de ocorrer a institucionalização de partidos genuinamente de direita, uma vez que o PSDB migrou para a direita por questão de sobrevivência política. Sabe-se, contudo, que  não é essa sua origem. O PT o empurrou para essa posição, diante de oportuna questão eleitoral. Historicamente, o PSDB tem em sua formação: figuras marxistas; quadros oriundos do antigo “Partidão” (PCB); excluídos de organizações de esquerda e sociais-democratas. Alguns desses grupos estavam incrustados no PMDB e não partilhavam das orientações ditadas pelo ex-governador Orestes Quércia e outros próceres do partido nos anos 80.

5) É certo que o País vive um momento ímpar em sua história político-partidária. Instaura-se nova fase em que não é condenável ser de direita. A direita assume o poder por via eleitoral, o que não ocorria há 60 anos.

6) Dado o histórico do País e da direita, esta precisará demonstrar maturidade através do respeito às oposições, capacidade de governar com o Congresso e disposição de obedecer as regras da democracia.

Sorte aos vencedores e futuro promissor ao Brasil.

 

Cel PM Glauco Silva de Carvalho

Vice-Presidente Institucional da  AOPM e Diretor de Assuntos Internacional Integração da CNSP