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Orçamento Federal de 2021 prejudica saúde e educação em plena pandemia

Publicado em: 07/04/2021

 

O orçamento para 2021 foi aprovado nas últimas semanas de março, e trouxe surpresas. O corte de despesas obrigatórias em áreas extremamente essenciais, como saúde e educação, subestimando também R$ 17,6 bilhões, porque considera um valor menor para o reajuste do salário mínimo em 2021.  “O que deveria ser destinado para campos essenciais agora encontra-se nas verbas parlamentares de deputados. O que antes deveria ser R$ 20 bilhões, agora passa para R$ 49 bilhões. Esse valor é um absurdo” destaca Antonio Tuccilio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP).

Orçamento Federal de 2021 prejudica saúde e educação em plena pandemia

Em relação a 2020, a saúde e educação tiveram uma diminuição drástica no orçamento. Foram cortados R$ 13,5 bilhões da previdência, R$ 2,6 bilhões do seguro desemprego, além de mais R$ 7,4 bilhões de abono salarial e R$ 4 bilhões cortados do auxílio doença. Em um período onde o aumento do desemprego é algo recorrente, o abatimento de verbas destinadas a ajudar trabalhadores pode ser um problema. Também existe previsão de cortes nas universidades federais.

 

Agora o relator do orçamento federal, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), alega que pretende cortar R$ 10 bilhões em emendas parlamentares. O Tribunal de Contas da União (TCU) foi chamado para analisar o que se considera um orçamento de ‘ficção’, aprovado de forma ilegal. E para muitos, o veto presidencial é a solução mais eficaz, já que alguns pontos do orçamento não estão de acordo com o ministério da economia. Sendo assim, uma anulação é algo possível. “É um problema muito sério. Caso o presidente aprove do jeito que está, pode ser qualificado como crime de reponsabilidade”, completa Tuccilio.